segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2017


Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), para não se contentar com uma vida medíocre, mas crescer na amizade com o Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

A Quaresma é o momento favorável para intensificar a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui gostaria de me deter, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, exortando-nos a uma sincera conversão.

1. O outro é um dom

A parábola começa com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se levantar, jaz à porta do rico e come as migalhas que caem da sua mesa, tem o corpo coberto de chagas que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro é sombrio e o homem é degradado e humilhado.

A cena revela-se ainda mais dramática, se se considera que o pobre se chama Lázaro: um nome carregado de promessas, que literalmente significa «Deus ajuda». Assim, este personagem não é anónimo, tem traços muito precisos e apresenta-se como um indivíduo a quem podemos associar uma história pessoal. Enquanto que para o rico ele é invisível, torna-se conhecido e quase familiar para nós, torna-se um rosto; e, como tal, um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer com gratidão o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e a mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja o nosso vizinho seja o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que vem ao nosso encontro é um dom e merece acolhimento, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.

2. O pecado cega-nos

A parábola põe em evidência, sem piedade, as contradições em que se encontra o rico (cf. v. 19). Este personagem, ao contrário do pobre Lázaro, não tem um nome, é qualificado apenas como «rico». A sua opulência manifesta-se nas roupas que usa, de um luxo exagerado. De facto, a púrpura era muito apreciada, mais do que a prata e o ouro, e por isso estava reservada para os deuses (cf. Jr 10, 9) e os reis (cf. Jz 8, 26). O linho fino era um linho especial que ajudava a conferir à posição da pessoa um caráter quase sagrado. Assim, a riqueza deste homem é excessiva, até porque era exibida todos os dias de modo habitual: «Fazia todos os dias esplêndidos banquetes» (v. 19). Entrevê-se nele, dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba (cf. Homilia na Santa Missa, 20 de setembro de 2013).

O apóstolo Paulo diz que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tm 6, 10). Esta é o motivo principal da corrupção e fonte de invejas, litígios e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico (cf. Exortação apostólica Evangelii gaudium, 55). Em vez de ser um instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço para o amor e dificulta a paz.

Depois, a parábola mostra-nos que a ganância do rico torna-o vaidoso. A sua personalidade vive de aparências, fazendo ver aos outros aquilo que se pode permitir. Mas a aparência mascara o vazio interior. A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. ibid., 62).

O degrau mais baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição de um deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não entram no seu olhar. Assim, o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.

Olhando este personagem, compreende-se por que motivo o Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).

3. A Palavra é um dom

O Evangelho do homem rico e do pobre Lázaro ajuda-nos a prepararmo-nos bem para a Páscoa que se aproxima. A liturgia de Quarta-Feira de Cinzas convida-nos a viver uma experiência semelhante à que faz de forma tão dramática o rico. Quando impõe as cinzas sobre a cabeça, o sacerdote repete estas palavras: «Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar». De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da parábola desenrola-se no além. Os dois personagens descobrem subitamente que «nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1 Tm 6, 7).
Também o nosso olhar se abre para o além, onde o rico tem um longo diálogo com Abraão, a quem trata por «pai» (Lc 16, 24.27), dando mostras de fazer parte do povo de Deus. Este detalhe torna ainda mais contraditória a sua vida, porque até agora nada se tinha dito da sua relação com Deus.

Com efeito, na sua vida não havia lugar para Deus, sendo ele mesmo o seu único deus.

Só no meio dos tormentos do além é que o rico reconhece Lázaro e queria que o pobre aliviasse os seus sofrimentos com um pouco de água. Os gestos solicitados a Lázaro são semelhantes aos que o rico poderia ter feito, mas nunca fez. Abraão, porém, explica-lhe: «Recebeste os teus bens na vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado» (v. 25). No além restabelece-se uma certa equidade e os males da vida são contrabalançados pelo bem.

A parábola continua, apresentando uma mensagem para todos os cristãos. De facto o rico, que ainda tem irmãos vivos, pede a Abraão que mande Lázaro avisá-los; mas Abraão respondeu: «Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam» (v. 29). E face à objeção do rico acrescenta: «Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos» (v. 31).

Deste modo se manifesta o verdadeiro problema do rico: a raiz dos seus males é não escutar a Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e de orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão.

Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos no encontro com Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que nos quarenta dias passados no deserto venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos ajude a realizar um verdadeiro caminho de conversão, para redescobrir o dom da Palavra de Deus, ser purificados do pecado que nos cega e servir Cristo presente nos irmãos necessitados. Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, participando também nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.

Vaticano, 18 de outubro de 2016, Festa do Evangelista São Lucas

Papa Francisco

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Video do Papa - Fevereiro 2017



Por aqueles que estão oprimidos, especialmente os pobres, os refugiados e os marginalizados, para que encontrem acolhida e apoio em nossas comunidades

Papa Francisco - Fevereiro 2017

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

São homens e rezam. Apenas entre homens




São homens e rezam. Apenas entre homens 

Há homens que se reúnem para rezar o terço no masculino, sem mulheres, que acusam de “controlar tudo” na igreja

Começam a aproximar-se da porta da igreja do Seixal às nove da noite fria e molhada.

Cumprimentam quem encontram pelo caminho e ficam à espera. Quando a porta do santuário se abre, entram. Dirigem-se para o primeiro banco, olhos postos no altar. São três homens e o padre. Em silêncio, tiram os terços dos bolsos, baixam a cabeça e começam a rezar. Durante quase 40 minutos, ajoelhados, repetem: “Ave Maria...”

Há dois anos que um grupo de 12 homens se junta uma vez por mês na igreja da zona antiga para rezar o terço. Deixam para trás a família e os jogos de futebol para tentar replicar em Portugal um movimento de oração no masculino que surgiu no Brasil, onde são milhares os homens que rezam apenas entre homens.

“Numa pesquisa na internet encontrei o Movimento do Terço dos Homens, no Brasil, e pensei que poderia ser uma ótima ideia para Portugal”, explica Nuno Capucha, um dos impulsionadores. Técnico tributário, 44 anos, conta a história habitual de alguém que se afastou da religião na adolescência e regressou, adulto, para as missas de domingo, mas que precisava de algo mais. Mas porquê rezar apenas entre homens? “Porque as mulheres tomam a liderança de tudo o que diz respeito à vida das igrejas e os homens ficam para trás.”


Terço com sotaque

Em julho, o jornal brasileiro “O Globo” fez manchete com uma fotografia de milhares de homens a rezar de terço nas mãos. A reportagem contava que à noite, acabada a missa, as mulheres saíam da igreja e os lugares eram ocupados por homens. Três mil terão lotado um templo na zona norte do Rio de Janeiro. A cerimónia foi transmitida em direto pela internet. O movimento ganhou força na última década e está a ser exportado para a Bolívia, Paraguai e EUA.

O artigo não conta que a onda de oração no masculino terá começado pela mão de dois padres portugueses: Miguel Lencastre e José Pontes encontraram nas igrejas vazias do nordeste do Brasil uma oportunidade para atrair homens, acostumados a ficar do lado de fora. Quem explica é António Ruivo, ligado ao santuário de Schoenstatt, em Lisboa, que ouviu o relato diretamente de um dos sacerdotes. Portugal, contudo, está muito longe desta dimensão. A pesquisa do Expresso descobriu apenas os grupos do Seixal e de Schoenstatt e mesmo o Patriarcado, quando questionado, não os conhecia. Há procissões, como a da Farinheira, em Mação, em que só participam homens, mas que não funcionam com esta regularidade.

Desde 2014 que os participantes do grupo do Seixal tentam conquistar mais adeptos, mas não é fácil. Criaram uma página no Facebook e colaram um cartaz no átrio da igreja. Apostaram sobretudo na divulgação boca a boca, mas o movimento não cresceu. Os que participam, contudo, dizem-se fiéis. Pedro Inês, 35 anos, desempregado, só falta às reuniões quando tem de ficar com o filho de ano e meio porque a mulher, que trabalha por turnos, não consegue. Valentim Queirós, reformado, 71 anos, 12 netos e dois bisnetos, diz que participa porque “é bom estar entre homens” e que “rezar em grupo tem outra força”, embora o terço faça parte da sua rotina diária, mesmo que solitária. Rafael Santos, funcionário público, 30 anos, outro dos fundadores do movimento na margem sul, defende que o objetivo é “rezar de forma pragmática, pelas intenções de cada um, porque a vida é uma batalha diária e o terço é uma arma que dá força”. O simbolismo masculino é evidente nos discursos, como quando Nuno Capucha confessa ser “devoto de São Nuno de Santa Maria, génio militar impulsionado pela fé”.

Enquanto fala tem nas mãos o terço de madeira oficial do movimento brasileiro, lembrança que trouxe do santuário de Aparecida para todos os membros do grupo.

Tiago Pacheco da Silva é pároco do Seixal há um ano. Quando chegou, encontrou o movimento e nunca pensou em fechar as portas a estes homens. Quando pode, participa, e quando não é possível “eles entram, rezam sozinhos e vão à vida deles”. Compreende a necessidade de homens rezarem entre homens porque “o terço está associado a uma oração de mulheres idosas e, além disso, as senhoras dominam todos os momentos da igreja e, desta forma, eles têm um método e tempo próprios”.


Orar sem o terço

O frio é o mesmo, o resto é distinto. Às mesmas 21h frias de uma noite de dezembro, outros homens começam a chegar. Desta vez, o local é o santuário de Schoenstatt, no Restelo. Também se atrasam. Também chegam aos poucos, um de cada vez. Este grupo é formado por seis homens, um está doente e não pode comparecer.

O Ramo dos Homens de Schoenstatt — movimento de renovação católica de génese masculina que surgiu em 1914 na Alemanha — chegou a ter quatro “grupos de vida”. Formados há cinco anos, atualmente, só dois núcleos funcionam regularmente. No total, são 15 homens que se encontram a cada quinze dias e decidem, de forma autónoma, que método querem imprimir às reuniões. “Somos um movimento de leigos e o padres são os nossos assessores, não mandam”, explica Paulo Galvão, psicólogo que trabalha como coach e é o coordenador do Ramo dos Homens.

Desafiados a explicar o motivo de se reunirem apenas entre homens, concordam que “homens e mulheres têm características próprias e, quando se juntam, estas evidenciam-se”. Dizem ainda que “também as interpretações dos textos são distintas”. Pedro Mendonça é o “chefe” daquele grupo de homens casados, com mais de 50 anos. Assumiu a responsabilidade em outubro e vai ser líder durante um ano litúrgico (até outubro de 2017). Engenheiro industrial, conta que foi “educado no amor à Igreja, em frente ao presépio” e que vê nesta prática “a possibilidade de desenvolver o papel de pioneiro e educador dos homens”.

Para o teólogo e sacerdote Anselmo Borges, o surgimento de movimentos de leigos é positivo. “Jesus era leigo e a Igreja é, antes de mais, o povo de Deus”. Segundo o religioso, “povo, em grego, diz-se laós, de onde vem a palavra leigo” e “é excelente que haja leigos que se reúnem em grupos e associações para rezar em conjunto, meditar e prestar serviços”. Avisa, contudo, para dois perigos: “O surgimento de algum elitismo ou a redução a um devocionismo intimista, esquecendo a caridade cristã.”

Também a teóloga Teresa Toldy alerta que “em geral, estes movimentos de espiritualização passam ao lado de questões fraturantes da Igreja”, como a discussão do papel da mulher na instituição e a sua ordenação. E sublinha que haver grupos só de mulheres para debater textos litúrgicos não é o mesmo porque “eles sempre tiveram voz na hierarquia, enquanto elas reúnem-se para ter espaço de expressão da sua fé, sem reproduzir o discurso masculino”.

Daniel Simões, 58 anos, é economista. Tinha deixado de ir à missa, mas numa peregrinação a Fátima aproximou-se do movimento e gostou do que viu porque não havia “muita beatice”.
Agora é dele a missão de organizar o Encontro Internacional dos Homens de Schoenstatt, em maio do próximo ano, em Aveiro e Fátima. José Cid é engenheiro informático e tem 65 anos. Começou a frequentar o santuário do Restelo trazido pela mão do filho e, hoje, toda a família participa. Não tem dúvidas de que a leitura no masculino “é mais focada” e sublinha que “o chavão da igualdade de género não se coloca em Schoenstatt, onde todos são iguais diante de Deus”. Os 66 anos do engenheiro agrónomo Pedro Castro e Costa fazem-no explicar que “não há um rezar no masculino e outro no feminino porque a prédica é a mesma, a expressão é que é diferente”, mas também que “os homens reforçam a oração quando a fazem em conjunto”.

Desde que surgiu, os homens de Schoenstatt tentam rezar o terço no masculino. Falharam sempre. Reconhecem que “o modelo de Portugal não tem de ser o do Brasil”, por isso dedicam-se a estudar textos litúrgicos. “Estamos numa fase embrionária, com tudo por fazer”, dizem. E se uma mulher quiser participar? “É o que está a acontecer”, responde Pedro Mendonça. Acabada a reunião, saem todos da sala e juntam-se em frente à porta, já fechada, do santuário. É quase meia-noite, ligam o telemóvel e rezam. Sem mulheres. Mas entregam-se a uma mulher, a mãe de Jesus.


domingo, 6 de novembro de 2016

Estreia em Portugal o filme “Agnus Dei – as inocentes”






filme francês ‘Agnus Dei - as inocentes’, da realizadora Anne Fontaine, que retrata o sofrimento de religiosas católicas violadas por soldados soviéticos durante a II Guerra Mundial, vai estrear esta quinta-feira, em Portugal.
A estreia foi no dia 3 de novembro, quinta-feira, em todo o país.
Baseado numa história verídica, o filme cruza a história de um convento na Polónia, em 1945, e de uma médica da Cruz Vermelha francesa, Mathilde, que prestar auxílio aos sobreviventes, encontrando religiosas grávidas.
O filme vai estar em exibição nas seguintes salas: Amoreiras - Lisboa; Dolce Vita Porto; Oeiras Park; El Corte Inglês - Lisboa; UCI Arrábida 20 - Porto; Cinema da Villa - Cascais.