quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Lisboa: centenas de pessoas rezaram o terço pela paz, iniciativa da Fundação AIS

26-1-2015



Mais de quatro centenas de pessoas acorreram, no Domingo à tarde, ao largo junto à Igreja de São Domingos, em Lisboa, para um momento de oração pela paz. Ver vídeo »



A iniciativa, da Fundação AIS e do Presépio da Cidade , teve o apoio de diversas instituições como a Caritas, jornal Voz da Verdade, TV e Rádio Canção Nova, Rádio Renascença, Agência Ecclesia, Família Cristã, Apostolado da Oração, Departamento Nacional da Pastoral Juvenil e ainda o Santuário de Fátima e o Santuário do Cristo Rei, além de várias paróquias, do Norte a Sul do país, e de alguns mosteiros de clausura.

A oração do terço, em plena via pública na cidade de Lisboa, foi uma “resposta cristã” aos atentados contra a paz na Europa, África e Médio Oriente, assim como se invocou a intercessão de Nossa Senhora de Fátima em favor das comunidades cristãs perseguidas em todo o mundo.

Esta jornada de oração teve um impacto que excedeu claramente a iniciativa realizada em Lisboa.

Em Portugal, o Santuário de Fátima promoveu também, ao princípio da noite, na Capelinha das Aparições, a recitação do terço em favor da paz, secundando a intenção da Fundação AIS, gesto que foi seguido por diversas paróquias em todo o país e em vários mosteiros de clausura, inclusivamente no estrangeiro.

Por sua vez, o Patriarca Latino de Jerusalém, Fouad Twal, ao saber da organização desta iniciativa, agradeceu pessoalmente, através do padre Marco Luís, da Paróquia do Seixal - que se encontrava em Jerusalém em peregrinação -, o apoio e as orações do povo português pela paz no Médio Oriente.

Este dia foi também escolhido, em diversos países, como Espanha e Itália, para iniciativas semelhantes de oração pela paz no mundo.

http://www.fundacao-ais.pt/galeria/list/categoria_id/23/

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Ásia: Papa de regresso ao Vaticano após viagem para os pobres e pelo diálogo entre religiões

Francisco percorre mais de 17 mil quilómetros para deixar mensagem de esperança aos católicos do continente


Lisboa, 19 jan 2015 (Ecclesia) – O Papa concluiu hoje nas Filipinas uma viagem à Ásia, que se iniciou no Sri Lanka, durante a qual multiplicou mensagens e gestos em favor dos mais pobres, da paz e do diálogo entre religiões.
Um dia depois de uma Missa ao ar livre com mais de seis milhões de pessoas, a maior celebração na história da Igreja Católica, Francisco regressa ao Vaticano, de onde partiu na última segunda-feira, completando assim um total de 17 mil quilómetros percorridos.
Mais uma vez, milhares de pessoas acompanharam o percurso do papamóvel nas ruas da capital filipina, entre a Nunciatura Apostólica e o aeroporto, onde decorreu a cerimónia de despedida, sem discursos oficiais mas com coreografias e cantos enquanto o pontífice argentino se despedia das autoridades civis e religiosas.
O voo papal desta segunda-feira vai sobrevoar o território da China e o Papa enviará uma mensagem ao chefe de Estado do país, como aconteceu em agosto de 2014, aquando da viagem à Coreia.
Na a primeira vez que um Papa passou pelo espaço aéreo chinês, Francisco dirigiu-se ao presidente Xi Jinping, “invocando as bênçãos divinas da paz e bem-estar para a nação”.
Durante as homilias e discursos em Manila, o Papa questionou em várias ocasiões as “estruturas sociais que perpetuam a pobreza” e denunciou a “corrupção”.
Francisco mostrou-se preocupado com o que chamou de “colonização ideológica” da família, com “ataques insidiosos e programas contrários” ao matrimónio tradicional, à natalidade e ao direito à vida.
A viagem ficou marcada pela deslocação à ilha filipina de Leyte, a região mais afetada em novembro de 2013 pelo supertufão Haiyan.
Francisco presidiu a uma Missa campal, junto ao aeroporto de Tacoblan, debaixo de fortes ventos e chuva, durante a qual centenas de milhares de pessoas rezaram pelas vítimas e seus familiares.
"Muitos de vocês perderam parte da família: apenas posso guardar silêncio, acompanho-os com o coração, em silêncio", disse, numa intervenção improvisada, em espanhol, deixando de lado o texto preparado.
A passagem pelo maior país católico da Ásia contou com várias surpresas do Papa argentino, que fez uma paragem surpresa junto a uma casa de pescadores na cidade de Tacloban, no percurso entre o aeroporto local e a Catedral de Palo, onde Francisco almoçou depois com 30 sobreviventes e familiares das vítimas.
Numa visita encurtada em quatro horas, devido à tempestade, o Papa quis deixar um sinal de proximidade junto dos “mais pobres dos pobres”, como explicou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.
Na sexta-feira, o Papa tinha feito outra paragem não programada, num centro para crianças abandonadas, dirigido por uma fundação católica, onde passou 20 minutos com mais de 300 crianças.
Os jovens estiveram no centro das atenções da manhã de domingo, num encontro que decorreu na única universidade pontifícia da Ásia: Francisco apresentou um discurso improvisado a partir do testemunho de Gyzelle Palomar, uma menina de 12 anos, acolhida por uma fundação católica depois de ter sido abandonada na rua.
A atenção pelos mais pobres foi levada ao palácio presidencial, no primeiro discurso em Manila, em que o Papa pediu o fim das “cadeias da injustiça e da opressão”.
Esta mesma mensagem foi transmitida aos membros do clero e dos institutos religiosos, que se reuniram com Francisco na Catedral de Manila para ouvir um desafio à transformação da “sociedade que se habitou à exclusão, à polarização e a uma desigualdade escandalosa”.
O Papa chegou às Filipinas depois de ter encerrado uma viagem de 48 horas ao Sri Lanka, na qual lançou vários alertas contra o fundamentalismo e apelou ao diálogo inter-religioso em favor da paz, condenando o uso da fé para justificar a violência.
“Devemos ser claros e inequívocos ao desafiar as nossas comunidades a viver plenamente os princípios da paz e da coexistência, que se encontram em cada religião, e denunciar atos de violência sempre que são cometidos”, afirmou, durante um encontro com responsáveis das principais comunidades religiosas.
No antigo Ceilão, o Papa canonizou o padre José Vaz (1651-1711), nascido em Goa, então território português, e tornou-se o primeiro pontífice a visitar o norte do Sri Lanka, de maioria tâmil, simbolizando o processo de “reconciliação” após quase três décadas de guerra civil.
No voo entre Colombo e Manila, Francisco condenou o fundamentalismo terrorista e pediu o fim das ofensas contra as religiões, sublinhando que a liberdade de expressão tem “limites” e que “não se pode provocar, não se pode insultar a fé dos outros, não se pode ridicularizar a fé".

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Homilia da Missa da Noite de Natal

Igreja do Seixal - 2014

Pe. Marco Luis



  Nesta Santa Noite de Natal queria convidar-vos a olharmos para Jesus com os olhos de São José. Contemplamo-lo junto à Virgem Maria em todas as horas e também nesta hora em que Maria dá à luz o nosso Salvador, o Filho do Altíssimo. O lugar de José no presépio é discreto e ao mesmo tempo tão privilegiado.

   São José recebeu Nossa Senhora como também nós queremos receba-La, amá-La, respeitá-La, para assim recebermos e amarmos verdadeiramente Jesus Cristo, nosso Salvador. S.José acolheu a Vontade de Deus, como também nós queremos cumprir prontamente a mesma Vontade de Deus como nos ensina a docilidade do santo patriarca. S. José confiou nos desígnios de Deus como também nós queremos aprender a confiar, a ter fé. S. José que guardava Jesus foi guardado e inspirado pelos Santos Anjos, como nós queremos deixar-nos conduzir pelos nossos anjos da guarda. No coração de José entoará para sempre o cântico do glória da noite de Natal com que os anjos cantavam glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados.

   S. José acolheu o Salvador nos seus braços e nos braços de Jesus Cristo expirou no fim da vida alcançando a salvação eterna, também nós em cada Eucaristia recebemos Jesus que nos salva. S. José no meio de trabalhos e tribulações da vida tornou-se modelo de paciência e confiança na Providencia de Deus que sempre cuida de nós no meio das canseiras e perigos desta vida. S. José que com Maria e Jesus viveu refugiado no Egipto ensina-nos que Jesus é o nosso próprio refúgio na vida e nos faz rezar por todos os refugiados com que o nosso tempo é marcado e de forma especial nas noites frias de Natal. S. José venceu o ódio de quem procurava tirar a vida ao Menino com o seu muito amor pelo mesmo Menino Jesus, vencer o mal com o bem é igual caminho para cada um de nós. S. José é o homem do silêncio que lhe permite ver a Deus feito criança, também nós no santo recolhimento da oração somos capazes de ver a Deus onde outros não vêm porque o olhar do amor faz ver o invisível. Deus que assumiu um corpo humano teve em S. José o fiel guarda e por isso o Justo José permanece o guarda do Corpo de Cristo que é a Santa Igreja. S. José é modelo de virtudes na esponsalidade e paternidade, Maria e José permanecem modelo para todas as famílias. 

  A Sagrada Família recorda -nos aquilo que cada Família é chamada a ser. Mas S. José permanece o mais discreto porque ele só se entende com Jesus no centro, ele é homem da verdade que gera a humildade que queremos imitar, de ter Jesus no centro das nossas vidas.

  Contemplar a José para viver com a sua fé: Ver Jesus com aqueles olhos clarividentes de fe, de tal modo que o que está oculto aos olhares cegos do mundo, José simplesmente aceita, acreditando com todas as consequências em Deus: “não temas, o Menino que vai nascer é Filho de Deus”. Homens e mulheres de fé são imprescindíveis para poder contemplar, como José, o indefeso e a todos os indefesos, para que assim cessem todas as formas de violência que tantos sofrimentos causam, e terminem as guerras, buscando soluções pacíficas e respeitosas da dignidade humana.

  Comecemos pelas nossas famílias, pela nossa comunidade, pelo nosso país, mas sem ficarmos fechados sobre nós mesmos saibamos ir mais longe, fazendo-nos intercessores junto de Deus nesta noite por aqueles que vivem a noite fria da solidão, a noite fria da guerra, a noite fria do campo de refugiados de Erbil no Norte do Iraque, a noite fria e longa da guerra entre irmãos na Palestina, a noite fria de tantos lares onde não se acolhe verdadeiramente este Menino que é Deus presente no meio de nós, o Príncipe da Paz. Com a nossa oração aquecemos todos esses corações no fogo do Amor Divino que esta noite revela e renova. Fazemo-lo com a ajuda de São José:" Não sei verdadeiramente como se pode pensar na Rainha dos Anjos, no tempo em que passou com o Menino Jesus, sem dar graças a São José, pelo auxílio que Lhes prestou", diz Santa Teresa de Jesus. É este mesmo auxílio que invocamos de São José para os nossos irmãos sem liberdade e sem paz esta noite, para celebrarem o Nascimento do Redentor. Estes nossos irmãos, em maior sofrimento, talvez segundo as palavras de Santa Teresa de Jesus se pareçam mais com o nosso " Rei que não teve casa a não ser o presépio de Belém onde nasceu e a Cruz onde morreu".

  Na mensagem que o Papa Francisco escreveu ontem aos cristãos do Médio Oriente, que sofrem a perseguição, o Papa pensa “especialmente” nas crianças, nas mães, nos idosos, nos deslocados e nos refugiados.
  
  “Este sofrimento brada a Deus e faz apelo ao compromisso de todos nós por meio da oração e de todo o tipo de iniciativa. Desejo exprimir a todos unidade e solidariedade, minha e da Igreja, e oferecer uma palavra de consolação e de esperança”.

  O Papa revelou também que espera ter “a graça de ir pessoalmente” visitar e confortar os cristãos do Médio Oriente.
   
  “Quis escrever-vos para vos encorajar e dizer como são preciosas a vossa presença e a vossa missão nessa terra abençoada pelo Senhor. O vosso testemunho faz-me muito bem”, explicou o Papa Francisco
  
 A celebração do Nascimento de Jesus é fortalecimento dos fiéis, no divino sacramento da Eucaristia Jesus fez-se nossa comida e nossa bebida, como rezamos na oração pós comunhão da Missa da Vigília de Natal. Nas orações pós-Comunhão da Missa da Noite, da Missa da Aurora e Missa do dia, acentua-se o pedido de que a alegria de celebrar o nascimento do Salvador corresponda à graça de viver uma vida santa, de conhecer o mistério de Deus com uma fé viva e caridade ardente, que na comunicação que Deus nos faz da Sua vida divina sejamos participantes  da sua imortalidade.

  Porque é que Deus se fez visível aos nossos olhos? A resposta está de forma clara no prefácio da Missa de Natal, " Pelo mistério do Verbo Encarnado nova luz brilhou sobre nós para, que contemplando a Deus visível aos nossos olhos, aprendamos a amar o que é invisível". E quem melhor que Maria e José para nos ajudarem a contemplar Jesus visível aos nossos olhos?!

  A terra exulta com a alegria do céu: que toda a criação exulte de alegria, com todos os anjos e Santos cantamos Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados: " Hoje nasceu o nosso Salvador, Jesus Cristo Senhor".


Jesus, Maria, José, nossa Família e Paróquia Vossa é!