terça-feira, 12 de janeiro de 2021

 


Por ocasião dos 150 anos da proclamação de S. José como Patrono da Igreja, pelo Papa Pio IX, o Papa Francisco estabeleceu 1 ano dedicado a S. José, que perdurará até 8 de Dezembro de 2021, festa da Imaculada. Vale a pena ler o curto decreto através do qual o pai putativo de Nosso Senhor Jesus Cristo foi feito Patrono da Igreja:

 

QUEMADMODUM DEUS

Decreto de S.S. o Papa Pio IX

Proclamando São José como Patrono da Igreja

 

À Cidade e ao Mundo

 Da mesma maneira que Deus havia constituído José, gerado do patriarca Jacob, superintendente de toda a terra do Egipto para guardar o trigo para o povo, assim, chegando a plenitude dos tempos, estando para enviar à Terra o Seu Filho Unigénito Salvador do Mundo, escolheu um outro José, do qual o primeiro era figura, fê-lo Senhor e Príncipe de sua casa e propriedade e elegeu-o guarda dos seus tesouros mais preciosos.

  De facto, ele teve como sua esposa a Imaculada Virgem Maria, da qual nasceu, pelo Espírito Santo, Nosso Senhor Jesus Cristo, que perante os homens dignou-se ter sido considerado filho de José e lhe foi submisso. E Aquele que tantos reis e profetas desejaram ver José não só viu, mas com Ele conviveu e com paterno afecto abraçou e beijou; e além disso, nutriu cuidadosamente Aquele que o povo fiel comeria como Pão descido dos Céus para conseguir a vida eterna. Por esta sublime dignidade, que Deus conferiu a este fidelíssimo servo seu, a Igreja teve sempre em alta honra e glória o Beatíssimo José, depois da Virgem Mãe de Deus, sua esposa, implorando a sua intercessão em momentos difíceis.

 E agora, nestes tempos tristíssimos em que a Igreja, atacada de todos os lados pelos inimigos, é de tal maneira oprimida pelos mais graves males, a tal ponto que homens ímpios pensam ter finalmente as portas do Inferno prevalecido sobre ela, é que os Veneráveis e Excelentíssimos Bispos de todo o mundo católico dirigiram ao Sumo Pontífice as suas súplicas e as dos fiéis por eles guiados, solicitando que se dignasse constituir São José como Patrono da Igreja Católica. 

 Tendo depois no Sacro Concílio Ecuménico do Vaticano insistentemente renovado as suas solicitações e desejos, o Santíssimo Senhor Nosso Papa Pio IX, consternado pela recentíssima e funesta situação das coisas, para confiar a si mesmo e os fiéis ao potentíssimo patrocínio do Santo Patriarca José, quis satisfazer os desejos dos Excelentíssimos Bispos e solenemente declarou-o Patrono da Igreja Católica, ordenando que a sua festa, marcada para 19 de março, seja de agora em diante celebrada com rito duplo de primeira classe, porém sem oitava, por causa da Quaresma.

 Além disso, ele mesmo dispôs que tal declaração, por meio do presente Decreto da Sagrada Congregação dos Ritos, fosse tornada pública neste santo dia da Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus e Esposa do castíssimo José.

 

Rejeite-se qualquer coisa em contrário.

 

8 de Dezembro de 1870

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Atendimento Paroquial

Às quarta e sextas-feira, das 18:00 às 20:00, o Pároco estará na Igreja para atendimento de Cartório. 
Se possível, tentar marcar previamente via telefone.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Orientações da Conferência Episcopal Portuguesa para a celebração do culto público católico

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) publicou hoje orientações para a celebração do culto público católico no contexto da pandemia Covid-19, com normas para higienizar os espaços e as pessoas e celebrar os vários sacramentos sem o contacto físico.
No documento enviado a CEP indica orientações para “antes da Missa”, “durante a Missa” e depois da Missa”, assim como para celebrações dos vários sacramentos, as exéquias, atividades formativas e procissões.
A higienização dos espaços, das pessoas e dos objetos de culto, a reserva de quatro metros quadrados para cada participante, o “obrigatório o uso de máscara” para todos e a adaptação de rituais litúrgicos para evitar o contacto físico vão marcar as celebrações no contexto da pandemia Covid-19.
Orientações da CEP (texto completo)

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Reabertura da Igreja

A nossa igreja abre todos os das de segunda a sexta feira das 16:30 às 18:30, cumprindo todas as medidas de segurança e recomendações da DGS.

Normas a ter em conta:

  • Desinfetar as mãos à entrada (disponível gel para o efeito)
  • Duas pessoas por banco
  • Não podem estar mais do que 8 pessoas na igreja
Para segurança de todos nós vamos ter a caridade de cumprir com estas regras e com as eventuais indicações que sejam transmitidas pelos zeladores da nossa igreja.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Curso Bíblico - 6.º encontro

É já amanhã, 5 Maio 2020 às 21:30, na sala virtual.

Sumário:

  • Instalação de Jacob e família no Egipto
  • Bênçãos de Jacob
  • Sua morte e sepultura em Macpela
  • A origem das 12 tribos de Israel
  • Começo do Livro do Êxodo
  • Situação de dura escravidão dos Hebreus
  • Nascimento de Moisés e sua ida para a corte do Faraó.
  • Salmo final: Sl 23: O Senhor é meu Pastor...(pág. 860).

Curso Bíblico online

É desejo do Pe. Armando retomar os encontros do 1.º Curso Bíblico da nossa paróquia.

Face aos momentos que vivemos serão em formato virtual e ocorrerão todas as terças-feiras às 21:30.

Todos os que desejarem participar e não tenham as credenciais de acesso, queiram solicitar-nos por mail que nós responderemos o mais breve possível.

domingo, 3 de maio de 2020

Comunicado do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa

1. Face ao controlo progressivo da pandemia provocada pelo coronavírus Covid-19 no nosso País e ao início de medidas de desconfinamento, reiteramos o nosso agradecimento à população em geral e aos cristãos em particular pela atitude responsável de prevenção ao longo desta situação, seguindo as normas e orientações da Igreja e das autoridades governamentais e de saúde.
Rezamos pelas inúmeras vítimas desta epidemia e seus familiares, estamos solidários com os doentes infetados por este terrível vírus e agradecemos o precioso trabalho dos que estão na linha da frente como os profissionais de saúde, as forças de segurança e os que trabalham nos lares e outras instituições sociais.
Manifestamos o nosso regozijo pela criatividade das comunidades cristãs na intensificação das formas de praticar a fé entre os jovens e nas famílias e pela ação sociocaritativa das instituições da Igreja para com os mais carentes e desempregados.
Comungamos do sofrimento de tantos cristãos privados da participação efetiva na celebração sacramental da Eucaristia, cume e centro da vida cristã, na esperança de um mais rápido reinício das celebrações comunitárias da Eucaristia, fonte da nossa alegria pascal.
2. O último comunicado do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa de 21 de abril anunciava “orientações gerais, em diálogo com as autoridades governamentais e de saúde, para quando terminar esta terceira fase do estado de emergência, com a retomada possível e gradual das celebrações comunitárias da Eucaristia e outras manifestações cultuais”.
3. Terminado o estado de emergência e tendo em conta os dados apresentados pelas autoridades de saúde e governamentais, percebemos que em Portugal a situação parece ter evoluído favoravelmente. Esperamos que se mantenha a responsabilidade cívica de todos os cidadãos, em atitude de prudência e de acatamento das decisões das autoridades governamentais e de saúde, para que não aconteça um retrocesso rápido da situação.
4. Através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 33-C/2020, que estabelece uma estratégia de levantamento de medidas de confinamento no âmbito do combate à pandemia da doença COVID-19, o Governo decidiu para 30-31 de maio, no que diz respeito a “cerimónias religiosas”, o reinício das “celebrações comunitárias de acordo com regras a estabelecer entre DGS e confissões religiosas”.
5. Tendo em conta somente estes elementos, a retomada gradual das celebrações comunitárias da Eucaristia, já anunciada pelo Governo, deverá iniciar-se, em princípio, a 30 maio, véspera da Solenidade do Pentecostes. A data depende ainda da avaliação que o Governo se propõe fazer da situação, nesta primeira etapa do desconfinamento. As Dioceses insulares terão em conta as indicações das respetivas autoridades regionais.
6. As celebrações dos sacramentos que implicam contacto físico, como as unções, devem ser adiadas para o próximo ano pastoral ou, nalguns casos particulares como o batismo e a unção dos doentes, podem ser realizadas com as devidas cautelas de saúde e normas de segurança.
7. Para o sacramento da Reconciliação, é preciso seguir as normas de segurança de saúde e garantir o devido distanciamento entre o confessor e o penitente, protegendo sempre o inviolável segredo da confissão.
8. As exéquias cristãs devem ser celebradas no templo (com celebração da Palavra ou da Eucaristia) e/ou no cemitério com a presença dos familiares, tendo em conta as normas de segurança que impeçam a transmissão do coronavírus.
9. As catequeses e outras ações formativas continuarão a ser realizadas apenas por meios telemáticos até ao final deste ano pastoral.
10. Procissões, festas, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades similares passíveis de forte propagação da epidemia ficarão adiados para o próximo ano pastoral.
11. As igrejas podem estar abertas durante o dia para visitas individuais, desde que se observem os requisitos determinados pelas autoridades de saúde.
12. Proximamente daremos indicações comuns sobre aspetos litúrgicos e medidas sanitárias a ter em conta nas celebrações e nos templos, as quais poderão ser utilizadas pelas Dioceses, em coordenação com as autoridades locais de saúde no que diz respeito aos procedimentos práticos.
13. Neste mês de Maio, imploramos a bênção do Senhor e a intercessão da Virgem Maria, para que sejamos livres deste grande flagelo, próximos daqueles que são mais afetados pelas dificuldades, orientados pela fé, diligentes na caridade e guiados pela esperança do Senhor ressuscitado que estamos a celebrar neste tempo de Páscoa.
Lisboa, 2 de maio de 2020